segunda-feira, 19 de março de 2012

primeira vez para tudo

Sábado, depois de escrever aqui no blog, eu repensei a minha atitude. Talvez eu nunca goste de fazer as compras... mas não preciso gostar disso para curtir o processo de cozinhar. Resolvi deixar as desculpas de lado e tentar uma receita nova. Em junho do ano passado eu tinha comprado um livro de receitas – mas ainda não tinha feito nada... tal a minha dedicação! Então no sábado fiz um arroz com peixe. A receita mandava tirar a pele do peixe, coisa que eu nunca tinha feito... aliás nunca tinha preparado qualquer coisa com peixe. Tirar a pele foi bem mais fácil do que eu imaginava! Ah que bom, fiquei muito feliz* de ter feito isso! Tão feliz que tirei uma foto para me lembrar depois:


Esqueci de tirar uma foto do prato já pronto, que era o seguinte: um risoto com cogumelo, trutas enroladinhas com presunto de parma e tudo isso foi parar no forno, dando a oportunidade para lavar toda a louça e arrumar a cozinha antes da refeição. A receita era para 4 pessoas... mas estávamos em 3 e quase faltou comida! Por sorte a visita era de casa. Então tenho que me ligar em quantidades: 225g de arroz não é que chega para 3 pessoas... Aliás não gostei da proporção da receita, foi pouco arroz (225g) para muito peixe (440g).

*Feliz de ver que peixe (pelo menos truta) não é o grande mistério que eu imaginava. Quero algum dia conseguir conseguir preparar tudo que é tipo de peixe e os meus frutos do mar preferidos: mexilhões e vierias (coquilles st jacques). Sempre que vou em restaurantes dou preferência aos pescados – a maior revelação culinária que eu tive saindo do Brasil. Ou talvez devesse admitir “saindo do Rio Grande do Sul” - provavelmente todo mundo consome mais peixe que nós gaúchos. Lá em casa peixe era só na sexta-feira santa, e olhe lá. E vc, consome muito peixe na sua região do Brasil? Ou consumia, enquanto morava lá?  

sábado, 17 de março de 2012

o assunto é super

Na divisão informal de tarefas que fizemos ao casar, sobrou para o meu marido, entre outras coisas, cozinhar e fazer as compras. Coisas que ele vem fazendo ao longo de todos esses anos que estamos juntos. Acontece que no fim de fevereiro eu notei que ele andava meio estressado. Já que estou nessa enrolação de querer cozinhar (mas nunca cozinho) resolvi dar uma chacoalhada no sistema e assumir as duas responsabilidades: ir no supermercado e cozinhar... ou pelo menos comprar comida pronta. Ultimamente ele andava muito ocupado e por falta de tempo só estava comprando essas comidas prontas de esquentar no microondas. Então se é pra comprar comida pronta, eu também consigo... certo?

não é uma brastemp
Quanta inocência! Nunca imaginei que manter a casa e principalmente a geladeira abastecida fosse uma coisa assim tão cansativa! A nossa geladeira é bem pequena (capacidade 110 litros), e não temos espaço para uma geladeira maior. Aliás moramos num lugar bem pequerrucho (30m2) e não temos como armazenar muita coisa... é impossível fazer grandes ranchos. Então ele sempre fez 3 viagens ao supermercado por semana, ao longo de todos esses anos. Estou impressionada com o trabalho que dá, não fazia a menor idéia - até porque meu marido nunca reclamou de nada. Não que eu nunca tivesse entrado num super antes, nada disso; mas nunca tinha assumido essa responsabilidade de manter a casa abastecida com comida e produtos de higiene e limpeza. Antes de casar eu morava com os meus pais, e essa responsabilidade era do meu pai. Quando casei, mais de 15 anos atrás, sobrou para o marido. Então é a primeira vez que estou fazendo as compras.

E o tempo que vai nisso?! Conferindo o que falta, dirigindo até o super, procurando vaga no estacionamento, procurando os produtos lá dentro (não sei onde ficam as coisas, mas assim que eu aprender tenho certeza que tudo será trocado), esperando na fila para pagar, carregando compras de um lado para o outro etc etc, estou quase me arrependendo de ter assumido essa responsabilidade. Mas daí eu penso em todos os anos que ele fez isso sem se queixar de nada... Ele também merece uma folga J

E quanto às refeições: como ir no supermercado está tomando mais tempo do que eu imaginava, por enquanto eu tenho feito apenas as poucas coisas bem básicas que já sei mesmo, e comprado muitas coisas prontas. Assim que eu estiver mais entrosada com a rotina do supermercado (!?) eu vou tentar cozinhar pratos novos e mais interessantes.

Ah que coisa mais ricídula deve ser esse texto de hoje, para quem tem experiência com tudo isso... mas pra mim está sendo novidade mesmo. Aliás se você tem qualquer dica de como otimizar/simplificar o processo, por favor compartilhe aí nos comentários. Por mais banal que seja a sua dica para você, provavelmente será útil para mim. Meu marido fazia tudo no automático (até a lista ele carregava na cabeça), então para ele “é só questão de prática”.

E se você é responsável pelas compras na sua casa, tem a minha admiração! Parabéns J

quarta-feira, 14 de março de 2012

e o livro de Chinua Achebe...

Usei uma ferramenta online para decidir o destino do livro - quem ganhou foi a Sandra.

Sandra, aguardo um email com o seu endereço J

sexta-feira, 9 de março de 2012

valorizando meu tempo, por favor ninguém se ofenda

Cada um sabe como gerenciar seu blog, por favor ninguém se ofenda...

Mas será que esse tipo de coisa é realmente necessária?


É bem frustante escrever um comentário e chegar nesse ponto
Caso você queria se livrar disso, mas não sabe como:

Configurações ---> Comentários....
desça até encontrar
"exibir confirmação de palavras nos comentários?"
Clique Não
Salve e pronto :)


E pessoas queridas, por favor não me levem a mal... mas eu não pretendo mais deixar recados em blogs que insistem nisso!

Atualizando com a dica da Eliana: se vc está usando a interface nova, tem que voltar para a interface velha para ter a opção de se livrar da confirmação de palavras. (Valeu Eliana!!)

a quem interessar possa :)

Fazendo uma arrumação na estante, notei que tenho um exemplar sobressalente do livro O mundo se despedaça do escritor nigeriano Chinua Achebe. Comprei pensando na minha amiga, mas depois descobri que ela já tinha lido (e nem tinha gostado, ops). Como não conheço mais ninguém que se interesse por literatura africana, resolvi oferecer o livro aqui no blog.

O mundo se despedaça foi publicado em 1958 e é uma leitura ao mesmo tempo interessante e deprimente sobre as tradições de uma tribo Igbo antes e depois da chegada dos colonizadores britânicos. Eu estou quase na metade do livro, que é bem curtinho: 230 páginas. Mas não é uma leitura fácil, em momentos chega a ser bem desconfortável – alguns costumes da tribo são muito chocantes e violentos. Eu comecei a ler esse livro em 1998, mas ao chegar num determinado momento muito cruel da narrativa deixei o livro de lado. Por todos esses anos não abri o livro, mas estava ali na prateleira me incomodando. Uns dias atrás não aguentei mais de curiosidade e retomei a leitura. Apesar de ser um livro pesado e deprê, estou gostando.

Se você gostaria de receber esse livro basta deixar um comentário logo abaixo ou me mandar um email (o endereço está no meu perfil). Se mais de uma pessoa se interessar, faço um sorteio no dia 14 – quero encerrar isso logo para acelerar a remessa, quem sabe o livro chega a tempo de ser lido em abril para quem está participando do “Desafio Realmente Desafiante” J

E vou aproveitar para sugerir uma escritora africana: Chimamanda Adichie. Ela também é da Nigéria e dois dos seus livros já foram traduzidos para o português: Meio Sol Amarelo e Hibisco Roxo. O terceiro e último livro The thing around your neck é uma coletânea de contos, alguns dos quais sobre um tema que me fascina: imigração J