sexta-feira, 3 de agosto de 2012

im wunderschoenen Monat Mai

Segue um texto que eu escrevi em maio, mas esqueci de publicar:

Dia 18 de maio fui numa apresentação de dois estudantes ouvir as canções “Dichterliebe” de Schumann para voz e piano. Adoro a linha melódica da primeira canção, que é “Im wunderschönen Monat Mai”. Enquanto pedalava bem rápido para não me atrasar e não perder o começo, eu estava pensando: pra que mesmo que eu saio de casa e vou nessas apresentações, quando sempre tem distrações que incomodam, pessoas que tossem, retardatários, etc? Não é muito melhor ouvir música clássica em casa? Ainda mais agora com youtube, praticamente tudo está disponível online! Pra que ouvir um estudante, podendo me deliciar com o mestre Dietrich Fischer Dieskau no conforto do meu lar... olha só o que é a preguiça de sair de casa, qualquer desculpa serve.
De qualquer forma pedalei até o lugar do concerto. E não me arrependi, apesar das pessoas tossindo e das crianças fazendo barulho. O barítono era tão espressivo e tinha uma presença tão magnética que fiquei totalmente absorta nas canções de Schumann e esqueci do mundo ao meu redor - nem vi o tempo passar. Aliás primeira vez que escuto todas juntas. 

Depois chegando em casa por curiosidade fui ler mais sobre o barítono: encontrei seu website e sua conta no twitter. E foi lendo o twitter do rapaz que fiquei sabendo do falecimento de Dietrich Fischer Dieskau, naquele mesmo dia 18.
A minha Lied preferida não é “Im wunderschönen Monat Mai” e sim “An die Musik”, de Schubert. Apesar do tom melancólico, gosto muito da letra - uma ode à música: ó preciosa arte, em quantas horas sombrias aqueceste o meu coração e me transportaste para um mundo melhor!  Fica aí então em memória do grande DFD:

terça-feira, 8 de maio de 2012

livin' la vida desplugada & awesome

Tirei umas semanas de férias do blog, e fui viver a vida desplugada & awesome. Pensei em fazer uma montagem de várias fotos legais, tipo um mosaico... mas a preguiça está falando mais alto. Vou resumir o período numa única foto:


A qualidade não é das melhores, já que tirei com o telefone. Claro que nesse tempo todo nem tudo foi espetacular; sempre tem o trabalho, adicionando um pouco de estresse - faz parte.

Estou escrevendo hoje aqui no blog porque quero deixar marcado o dia de hoje - 08 de maio, quando voltei a NADAR, depois de tanto tempo! Yes! YES! YES!!! Eu cheguei bem tarde neste esporte: só fui aprender a nadar com 35 anos. Eu sempre pensei que a natação não fosse para mim, até fazer um cursinho em fevereiro/2007. Adorei! Treinei sem parar (5x por semana) e meu entusiasmo foi tal que em maio do mesmo ano fiz uma viagem até o Mediterrâneo só para nadar no mar. Podia ter nadado aqui na Inglaterra mesmo, mas queria nadar sem roupa - aqui na Inglaterra a água é muito fria, melhor usar roupa de neoprene. A descoberta da natação foi uma coisa tão espetacular na minha vida que por um tempo eu me transformei numa pessoa super chata , que tentava arrebanhar mais adeptos a esse esporte fantástico: todo mundo tinha que passar pela experiência maravilhosa que eu estava passando. Até que deixei a evangelização de lado e me concentrei só na natação mesmo. Chegou num ponto que eu estava nadando pelo menos 0.5k por dia, 5x por semana... minha média era 12km por mês. Nunca tinha me sentido tão em forma na vida, foi fenomenal. Infelizmente no fim de 2008 tive alguns problemas de saúde (não relacionados com natação), e fui forçada a diminuir o ritmo. Mas o pior que me aconteceu foi um acidente de bicicleta, em janeiro de 2011, quando quebrei o braço. Fiquei 3 meses sem poder andar de bicicleta... e mais de ano sem conseguir nadar, tal a gravidade da minha lesão. Tentei nadar em setembro, mas ainda doía muito. Faz algumas semanas que estou me sentindo muito bem, e hoje decidi retomar esse esporte: fui até um clube esportivo aqui perto da minha casa e assinei um contrato de um ano. Ofereciam contratos de 3 meses também, mas achei melhor me jogar logo de cabeça. Como foi muito demorado fazer a inscrição no clube, só tive tempo de nadar 3 voltas. Deu pra ver que estou bem fora de forma e que a minha técnica está péssima... mas, como eu esperava, já consigo nadar sem sentir dor. Ah felicidade! Estou de volta no bom caminho.

Nesse período em que eu estive offline, o meu blog preferido de TODOS os tempos chegou no fim de um ciclo. 1000 awesome things é um cantinho na internet que sempre me faz refletir nas coisas pequenas e boas, e na passagem do tempo. Nas palavras do autor, Neil Pasricha:

Bomb’s ticking, clock’s clicking, you’re going underground soon.
So before you die make sure you try to squeeze every drop from your days.
Run till you bleed, love till she leaves, power up with passion and fire.
Give it your best, forget all the rest, and collapse at the end of the day.

Amém J

segunda-feira, 19 de março de 2012

primeira vez para tudo

Sábado, depois de escrever aqui no blog, eu repensei a minha atitude. Talvez eu nunca goste de fazer as compras... mas não preciso gostar disso para curtir o processo de cozinhar. Resolvi deixar as desculpas de lado e tentar uma receita nova. Em junho do ano passado eu tinha comprado um livro de receitas – mas ainda não tinha feito nada... tal a minha dedicação! Então no sábado fiz um arroz com peixe. A receita mandava tirar a pele do peixe, coisa que eu nunca tinha feito... aliás nunca tinha preparado qualquer coisa com peixe. Tirar a pele foi bem mais fácil do que eu imaginava! Ah que bom, fiquei muito feliz* de ter feito isso! Tão feliz que tirei uma foto para me lembrar depois:


Esqueci de tirar uma foto do prato já pronto, que era o seguinte: um risoto com cogumelo, trutas enroladinhas com presunto de parma e tudo isso foi parar no forno, dando a oportunidade para lavar toda a louça e arrumar a cozinha antes da refeição. A receita era para 4 pessoas... mas estávamos em 3 e quase faltou comida! Por sorte a visita era de casa. Então tenho que me ligar em quantidades: 225g de arroz não é que chega para 3 pessoas... Aliás não gostei da proporção da receita, foi pouco arroz (225g) para muito peixe (440g).

*Feliz de ver que peixe (pelo menos truta) não é o grande mistério que eu imaginava. Quero algum dia conseguir conseguir preparar tudo que é tipo de peixe e os meus frutos do mar preferidos: mexilhões e vierias (coquilles st jacques). Sempre que vou em restaurantes dou preferência aos pescados – a maior revelação culinária que eu tive saindo do Brasil. Ou talvez devesse admitir “saindo do Rio Grande do Sul” - provavelmente todo mundo consome mais peixe que nós gaúchos. Lá em casa peixe era só na sexta-feira santa, e olhe lá. E vc, consome muito peixe na sua região do Brasil? Ou consumia, enquanto morava lá?  

sábado, 17 de março de 2012

o assunto é super

Na divisão informal de tarefas que fizemos ao casar, sobrou para o meu marido, entre outras coisas, cozinhar e fazer as compras. Coisas que ele vem fazendo ao longo de todos esses anos que estamos juntos. Acontece que no fim de fevereiro eu notei que ele andava meio estressado. Já que estou nessa enrolação de querer cozinhar (mas nunca cozinho) resolvi dar uma chacoalhada no sistema e assumir as duas responsabilidades: ir no supermercado e cozinhar... ou pelo menos comprar comida pronta. Ultimamente ele andava muito ocupado e por falta de tempo só estava comprando essas comidas prontas de esquentar no microondas. Então se é pra comprar comida pronta, eu também consigo... certo?

não é uma brastemp
Quanta inocência! Nunca imaginei que manter a casa e principalmente a geladeira abastecida fosse uma coisa assim tão cansativa! A nossa geladeira é bem pequena (capacidade 110 litros), e não temos espaço para uma geladeira maior. Aliás moramos num lugar bem pequerrucho (30m2) e não temos como armazenar muita coisa... é impossível fazer grandes ranchos. Então ele sempre fez 3 viagens ao supermercado por semana, ao longo de todos esses anos. Estou impressionada com o trabalho que dá, não fazia a menor idéia - até porque meu marido nunca reclamou de nada. Não que eu nunca tivesse entrado num super antes, nada disso; mas nunca tinha assumido essa responsabilidade de manter a casa abastecida com comida e produtos de higiene e limpeza. Antes de casar eu morava com os meus pais, e essa responsabilidade era do meu pai. Quando casei, mais de 15 anos atrás, sobrou para o marido. Então é a primeira vez que estou fazendo as compras.

E o tempo que vai nisso?! Conferindo o que falta, dirigindo até o super, procurando vaga no estacionamento, procurando os produtos lá dentro (não sei onde ficam as coisas, mas assim que eu aprender tenho certeza que tudo será trocado), esperando na fila para pagar, carregando compras de um lado para o outro etc etc, estou quase me arrependendo de ter assumido essa responsabilidade. Mas daí eu penso em todos os anos que ele fez isso sem se queixar de nada... Ele também merece uma folga J

E quanto às refeições: como ir no supermercado está tomando mais tempo do que eu imaginava, por enquanto eu tenho feito apenas as poucas coisas bem básicas que já sei mesmo, e comprado muitas coisas prontas. Assim que eu estiver mais entrosada com a rotina do supermercado (!?) eu vou tentar cozinhar pratos novos e mais interessantes.

Ah que coisa mais ricídula deve ser esse texto de hoje, para quem tem experiência com tudo isso... mas pra mim está sendo novidade mesmo. Aliás se você tem qualquer dica de como otimizar/simplificar o processo, por favor compartilhe aí nos comentários. Por mais banal que seja a sua dica para você, provavelmente será útil para mim. Meu marido fazia tudo no automático (até a lista ele carregava na cabeça), então para ele “é só questão de prática”.

E se você é responsável pelas compras na sua casa, tem a minha admiração! Parabéns J

quarta-feira, 14 de março de 2012

e o livro de Chinua Achebe...

Usei uma ferramenta online para decidir o destino do livro - quem ganhou foi a Sandra.

Sandra, aguardo um email com o seu endereço J

sexta-feira, 9 de março de 2012

valorizando meu tempo, por favor ninguém se ofenda

Cada um sabe como gerenciar seu blog, por favor ninguém se ofenda...

Mas será que esse tipo de coisa é realmente necessária?


É bem frustante escrever um comentário e chegar nesse ponto
Caso você queria se livrar disso, mas não sabe como:

Configurações ---> Comentários....
desça até encontrar
"exibir confirmação de palavras nos comentários?"
Clique Não
Salve e pronto :)


E pessoas queridas, por favor não me levem a mal... mas eu não pretendo mais deixar recados em blogs que insistem nisso!

Atualizando com a dica da Eliana: se vc está usando a interface nova, tem que voltar para a interface velha para ter a opção de se livrar da confirmação de palavras. (Valeu Eliana!!)

a quem interessar possa :)

Fazendo uma arrumação na estante, notei que tenho um exemplar sobressalente do livro O mundo se despedaça do escritor nigeriano Chinua Achebe. Comprei pensando na minha amiga, mas depois descobri que ela já tinha lido (e nem tinha gostado, ops). Como não conheço mais ninguém que se interesse por literatura africana, resolvi oferecer o livro aqui no blog.

O mundo se despedaça foi publicado em 1958 e é uma leitura ao mesmo tempo interessante e deprimente sobre as tradições de uma tribo Igbo antes e depois da chegada dos colonizadores britânicos. Eu estou quase na metade do livro, que é bem curtinho: 230 páginas. Mas não é uma leitura fácil, em momentos chega a ser bem desconfortável – alguns costumes da tribo são muito chocantes e violentos. Eu comecei a ler esse livro em 1998, mas ao chegar num determinado momento muito cruel da narrativa deixei o livro de lado. Por todos esses anos não abri o livro, mas estava ali na prateleira me incomodando. Uns dias atrás não aguentei mais de curiosidade e retomei a leitura. Apesar de ser um livro pesado e deprê, estou gostando.

Se você gostaria de receber esse livro basta deixar um comentário logo abaixo ou me mandar um email (o endereço está no meu perfil). Se mais de uma pessoa se interessar, faço um sorteio no dia 14 – quero encerrar isso logo para acelerar a remessa, quem sabe o livro chega a tempo de ser lido em abril para quem está participando do “Desafio Realmente Desafiante” J

E vou aproveitar para sugerir uma escritora africana: Chimamanda Adichie. Ela também é da Nigéria e dois dos seus livros já foram traduzidos para o português: Meio Sol Amarelo e Hibisco Roxo. O terceiro e último livro The thing around your neck é uma coletânea de contos, alguns dos quais sobre um tema que me fascina: imigração J

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

leituras fevereiro


exemplar da biblioteca
A tarefa do Desafio RD para o mês de fevereiro era ler “um livro que tenha um personagem com a inicial do nome igual ao seu”. No meu caso A, já que meu nome é Adriana. Li Saturday Night and Sunday Morning, considerado a obra prima do escritor inglês Alan Sillitoe e um retrato da juventude operária na Inglaterra nos anos 50. O livro segue a rotina do jovem Arthur Seaton, trabalhador de uma fábrica de bicicletas em Nottingham, cidade industrial no centro do país. Arthur trabalha muito, bebe mais ainda e se envolve com mulheres casadas, brigas e outras confusões. A história segue alguns meses na vida do rapaz, com todo aquele realismo social nu e cru que mostra a banalidade da vida doméstica, falta de perspectivas etc. Aliás esse autor é um dos representante do gênero literário que levou o nome de kitchen sink (=pia da cozinha).

O próprio escritor é de família operária de Nottingham e aos 14 anos começou a trabalhar na fábrica de bicicletas da Raleigh, onde seu pai trabalhava. Ele afirmou que a obra, apesar de não ser autobiográfica, era baseada em experiências de parentes, de amigos, e nas suas próprias, enfim... que nada ali era invenção e sim situações que tinham acontecido no seu círculo de relacionamentos.  Uma coisa que eu achei super interessante é que o texto menciona em várias oportunidades a quantidade de cerveja que os personagens vão ingerindo. Então dá pra ter uma noção de “quanto as pessoas bebiam”. Lembro que uns 6 ou 7 anos atrás, o “pânico moral” na Inglaterra era justamente sobre isso: que a juventude estava virada num bando de alcoólatras. Lendo Saturday Night and Sunday Morning dá pra ver que faz muito tempo que encher a cara faz parte da rotina. Achei fascinante também ler um livro que foi escrito na época áurea dos “pubs” (bares).

Tomei conhecimento de Alan Sillitoe em 2003, depois de assitir o filme “The Loneliness of the long distance runner”. Gostei tanto que fui ler a respeito: vi que tinha sido baseado num conto desse escritor e acabei lendo vários dos seus contos, todos dentro desse estilo “pia da cozinha”. Se alguém tiver curiosidade em ver e ouvir o escritor: por ocasião da proibição de fumar em bares e restaurantes, que só chegou na Inglaterra em julho de 2007, a BBC publicou no seu website um depoimento de Alan Sillitoe sobre sua vida de fumante. Que começou cedo, aos 14 anos! O depoimento está aqui neste link da BBC. A primeira e as últimas fotos são dele; as demais são fotos dos anos 50. Alan Sillitoe faleceu em 2010, aos 82 anos. Acho que nenhuma das suas obras foi traduzida para o português.

Em fevereiro li também um outro livro cuja personagem principal começa com A: Amsterdam, autor Geert Mak, sobre a história da cidade. Apesar de já ter visitado Amsterdam rapidamente no passado (fiquei poucas horas), eu não sabia nada da sua história e a leitura foi muito interessante. Associações que eu fazia: perseguição aos judeus durante a ocupação nazista (por ter lido “o diário de Anne Frank” quando era adolescente), arte (Van Gogh, Rembrandt), canais, prostituição e maconha. Pois bem, admito a minha ignorância: não sabia que Amsterdam tinha se desenvolvido como um centro de comércio na idade média, por ser uma cidade portuária. A cidade experimentou um período de muita prosperidade no século 17, tanto que na primeira metade do século a população mais que triplicou. Aliás eu nem sabia que tinha porto em Amsterdam. Mas a construção da estação de trem descaracterizou bastante esse aspecto marítimo da cidade: inclusive alguns canais foram fechados, já que não tinham mais razão de ser.
exemplar da biblioteca

Adorei o livro, que de tão fascinante me fez parar várias vezes a leitura e procurar mais informações sobre determinados detalhes na Wikipedia. Por exemplo, as viagens de Willem Barentsz. Até então eu só sabia de um grupo que tinha passado o inverno com o barco preso numa região polar: a tripulação do barco Endurance, liderada por Shackleton, que ficou presa na Antártica em 1915. Mas no século 16 um grupo de holandeses já tinha passado por experiência semelhante! Sendo que diferentemente da expedição de Shackleton, os holandeses não estavam planejando fazer isso. Gostei de ler  também os pequenos detalhes que foram preservados em diários de moradores da cidade, ao longo dos séculos. O livro traz um panorama geral, salpicado com pequenas anedotas: uma leitura muito fluída e interessante. Aliás gostei tanto que pretendo ler novamente, antes de voltar a Amsterdam. E fiquei também com vontade de ler outros livros do mesmo escritor, e quem sabe alguma coisa do escritor holandês “Multatuli” (Eduard Dekker).

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

if not now, then when...?

No final de semana cozinhei uma galinha enroladinha em bacon + vegetais variados no forno e foi uma grande decepção. Ficou super sem graça, acho que faltou um temperinho. Sendo que devo ter errado no tempo de cozimento, já que a galinha ficou seca demais para o meu gosto. E a foto deixou a desejar também, então nem vou colocar aqui. Mas não queria deixar de mencionar isso, já que um dos meus objetivos para 2012 é cozinhar uma coisa nova por mês. Pior que falhar é nem tentar J

Deixando a cozinha de lado e mudando um pouquinho de assunto: meu blog.  Resolvi mudar o nome para ‘if not now, then when’, que é o trecho de uma música da Tracy Chapman que eu gosto muito... e também uma lembrança para eu correr atrás das coisas que eu quero/preciso muito fazer. Estou passando por um período de procrastinação em alguns projetos (no trabalho inclusive), mas o tempo de agir é agora. Só mudei o nome, o endereço ficou o mesmo.

Eu vinha mudando a foto do topo do blog, colocando fotos de flores que nós (meu marido e eu) compramos no supermercado para alegrar a nossa casa... Mas agora que a primavera finalmente chegou aqui no hemisfério norte (moro na Inglaterra), vou passar a colocar fotos de flores que vejo por aí, que são sempre tão mais bonitas. Então a foto do topo no momento é um tapete de crocus. Achei um barato que no dia que eu passei ali (na última quinta) tinha um monte de gente tirando fotos, a maioria com o celular, mas vi também aquelas máquinas profissionais com lentes enormes. Até aproveitei para tirar umas dúvidas com uma senhora que tinha uma máquina profi dessas, olhando de perto vi que é muito volume e peso para carregar - meu interesse por fotografia não chega a tanto. Achei interessante também ver que um idoso trouxe uma cadeira de casa e se sentou para admirar as flores. É uma alegria imensa mesmo quando elas voltam. J

E vou deixar aí a música If not now, da Tracy Chapman... adoro essa cantora, desde os tempos de Crossroads venho sempre acompanhando trabalho dela. Tive o prazer de vê-la se apresentar em Sheffield em 2003. Quem abriu o show foi Jason Mraz, na época um ilustre desconhecido!



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

colorindo a vida

Um detalhe do meu dia-a-dia, antes do crochê:


Depois J:


Uma das coisas que eu mais gosto de fazer no tempo livre é curtir a natureza Y, a pé ou de bicicleta. Quando estou fazendo trilhas sempre levo comigo um dispositivo GPS e um conjunto de lanterninhas, daí não preciso me preocupar se a luz do dia já se foi e o meu percurso ainda não terminou. Andando de bicicleta essas tralhas vão presas no guidão, mas quando estou fazendo caminhadas gosto de levar o GPS no bolso e as lanternas na mochila, cada coisa dentro de um saquinho/bolsinha para não dar bagunça. Até janeiro eu estava usando bolsinhas pretas bem sem graça, que são as originais que vieram com os produtos. Mas agora em fevereiro fiz bolsinhas de crochê - fiquei muito feliz com o resultado! J

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

uns mais iguais que os outros...

exemplar da biblioteca
Meu livro de janeiro, dentro do Desafio RD foi A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Os animais de uma fazenda se rebelam contra os humanos, expulsando-os.  Unidos em torno do objetido de criar uma sociedade igualitária aceitam a liderança dos porcos, considerados mais inteligentes. À medida que o tempo passa os porcos são corrompidos pelo poder. A página em português da wikipédia traz mais informações sobre o enredo. Já comecei a leitura sabendo que o livro era uma crítica as políticas de Stalin, e que a história não tinha como acabar bem, ou seja, a idéia geral da obra não era novidade – ainda assim foi uma leitura fascinante. No começo da revolução, os animais concordam com várias leis... que posteriormente vão sendo modificadas para favorecer o grupo dominante. Então a lei inicial “todos os animais são iguais”, acaba em “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”. Para mim essa foi a grande suspresa da obra, não sabia que essa idéia/citação era de George Orwell.

Gosto muito das obras desse escritor inglês. No fim do livro tinha uma lista “do mesmo autor, leia também...”, que vou copiar aqui riscando os que eu já li:

Na Pior em Paris e Londres (Down and Out in Paris and London)
Dias na Birmânia (Burmese Days)
A filha do Reverendo (A Clergyman’s daughter)
Mantenha o Sistema (Keep the Aspidistra Flying)
A caminho de Wigan (The road to Wigan Pier)
Lutando na Espanha (Homage to Catalonia)
Um pouco de ar, por favor (Coming up for Air)
1984
Ensaios (Collected Essays). Venho lendo esses ensaios e artigos lentamente ao longo dos anos. É um dos poucos livros que eu tenho em casa, os demais eu peguei na biblioteca pública.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

12 livros em 2012...?

Inicialmente tinha escrito um texto enorme mas achei melhor dar uma reduzida para não matar nenhuma leitora de tédio J 

Estou empolgada com um desafio de leitura que encontrei, cujo nome é “um desafio realmente desafiante”. A idéia é ler um livro por mês, dentro da temática escolhida. Achei interessante que a temática é bem ampla mesmo, por exemplo agora em janeiro o objetivo é ler “um livro de um escritor europeu”, para março a idéia é “um livro de capa verde ou azul”, e assim vamos. Todos os detalhes no site do projeto. Gostei e já me inscrevi. Ano passado eu não consegui ler nem 8 livros, então me comprometer a ler 12 já é um desafio. E desconfio que terei maior dificuldade no mês de julho, quando a tarefa é “ler um livro com mais de 500 páginas”. Que me lembre jamais li um livro de ficção com mais de 500 páginas, geralmente evito as obras muito longas. Mas tenho alguns livros técnicos e outros de não-ficção bem longos, talvez devesse aproveitar a oportunidade. Aliás só me inscrevi porque agora em janeiro já estava lendo um escritor europeu. J


Pergunto a você que também gosta de ler... como faz para escolher o próximo livro: segue algum critério... ou qualquer coisa que aparece na frente tá valendo? Tem algum gênero que vc evita? Algum escritor preferido? O meu é o russo Anton Tchekov, adoro ler (e reler) seus contos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

meu ano começou cheio de pepinos

E o mérito é da Isabela do blog adoro uma cozinha. Ela publicou fotos tão apetitosas das saladas que ela faz, que eu resolvi copiar. Eis a minha primeira salada:


Eu raramente como pepino assim ao natural. Gostei tanto que fiz mais de uma vez. Depois fiquei curiosa para experimentar com outros temperos. Procurando no google por salada de pepino cheguei no site de culinária epicurious onde encontrei uma sugestão de salada de pepino com wasabi e vinagre de arroz. Deu um certo trabalhinho pra fazer (img 1) mas gostei bastante do resultado (2). Na mesma refeição fiz também um prato de berinjela (3) com temperos japoneses (4):


Foi bem divertido preparar isso, sendo que o meu marido gostou muito da berinjela. Comemos esses pratos com arroz J + um pedaço de peixe para acompanhar. Não tirei foto do peixe já que foi ele que preparou. Mas deu pra ver que é bem fácil, aliás nunca tinha prestado atenção e não imaginei que fosse tão simples - fiquei com vontade de cozinhar o peixe da próxima vez.